Tenho uma amiga casada, profissional liberal e muito linda. É bem mais nova que eu, está na casa dos trinta anos.
         Por circunstancias de trabalho, mantemos contatos freqüentes, em seu escritório. Sempre lhe elogiei a beleza, em cantadas sutis mas infrutíferas. Embora se confessando lisonjeada ela nunca deu abertura para qualquer investida minha. Entretanto, como sou adepto da teoria que diz que “água mole em pedra dura tanto dá até que fura”, nunca deixei de paparica-la, mesmo quando engravidou.
         A gravidez a deixou com ares de matrona mas não lhe prejudicou a beleza. Suas formas ficaram opulentas mas continuaram belas e sensuais.
         Uma tarde eu me encontrava sozinho com ela em seu escritório. E ela usava vestido, o que não é comum. Debruçados sobre sua mesa discutíamos algum assunto quando ela deixou cair a caneta no chão. Com dificuldade pela barriga avantajada, tentou juntá-la, sem conseguir.
         Dizendo-lhe para não fazer aquilo, abaixei-me sob a mesa e juntei o objeto, arriscando um olhar para suas pernas um pouco abertas.
         Lá do fundo, entre as coxas alvas e rechonchudas, um branco fundilho de calcinha me espiava.
         Aquela visão me cristalizou. Segurei seus joelhos e empurrei a cadeira para trás, engatinhando por baixo da mesa até sair do outro lado. Olhei para seu rosto, estava vermelho, afogueado.
         Separei suas pernas, enquanto ela balbuciava alguns “nãos”, a calcinha se mostrando quase inteira.
         Com as mãos nas laterais de suas pernas, comecei a acaricia-las, ao mesmo tempo em que levava o vestido mais para cima.
         O vestido preto era de um tecido macio, próprio para gestantes, creio eu, e foi com facilidade que ultrapassei suas coxas e nádegas, enrolando-o barriga acima até liberar os seios.
         Ela respirava pela boca, ainda tentando dizer não, as mãos numa fraca tentativa de afastar as minhas. Ajoelhado entre suas pernas maravilhosas, beijei aquela barriga quente e crescida, várias vezes, carinhosamente.
         Libertei os seios do sutiã e eles se ofereceram ao meu olhar, grandiosos, opulentos, os bicos rosados intumescidos.
         Apalpei com suavidade aquelas maravilhas, beijei com delicadeza cada mamilo, sugando lentamente. Segurei a calcinha e comecei a puxa-la, ela levantando as nádegas para me ajudar a tira-la. Afastei-me um pouco, admirando aquele corpo branco, lindo, majestoso na gravidez e sensualíssimo em sua nudez.
         Voltei a beijar a barriga, descendo com os beijos enquanto a puxava pelas nádegas, fazendo com que sentasse mais à frente na cadeira. Quando meus lábios atingiram os pêlos macios e rumaram para o clitóris e lábios vaginas ela enfiou os dedos pelos meus cabelos, gemendo baixinho. Bebi do seu suco, senti e explorei com a língua suavidade de suas carnes.
         Então ela me chamou, quase sem voz, os olhos claros me olhando suplicantes, a boca carnuda dizendo “põe em mim”. E assim, de joelhos, beijando pela primeira vez a boca de uma sensualidade quase dolorida, penetrei na quentura daquela vagina úmida e deslizei para dentro dela. Foram segundos, horas, não sei, até nosso gozo simultâneo, até suas unhas me arranharem as costas, até seus gemidos débeis crescerem e morrem num espasmo forte.
         Depois, ainda dentro dela, beijei seus cabelos e sua boca, novamente e disse, uma vez mais e nunca com tanta certeza, que a amava.
         “Eu sei”, foi a resposta, quase inaudível.
         Depois ela pediu que eu saísse e obedeci. Nunca mais aconteceu alguma coisa entre nós, nem tocamos no assunto. Perdura, mais do que antes, uma ternura muito grande que quase se materializa nos olhares afetuosos e sorrisos trocados. Jamais em minha vida tinha sido tão feliz como naquela tarde.


Autor: Anônimo.
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